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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Sempre respeite seu adversário, não importa a faixa que use.


Um conceito ou regra, não importa como classificar. Mas sempre tenho para mim como ponto de partida, ao dar um treino. Nunca subestime seu adversário. Não importa qual a sua faixa, seu biótipo e até mesmo seu condicionamento físico. Se está ali de quimono para treinar, pisou no dojo. Então é um parceiro de luta que tem de ser respeitado, se está sem treino, fora de forma não importa. Ele até por saber de suas próprias condições fazer um só ataque e encaixar uma finalização que seu adversário não espera e assim finaliza a luta. Num dos últimos treinos na minha academia dois alunos meus foram treinar e o mais graduado tomou uma finalização que percebi que ele não esperava. E ter que dar os tapas mexeu com ele, sentou ao meu lado e reconheceu seu erro. Subestimou seu oponente, e se lembrou após bater o que sempre digo. “Nunca subestime seu adversário.” Pagou o preço e levou uma finalização. Já lutei com amigos que percebia que se sentiam com a supremacia da luta, e ao serem finalizados ficarem surpresos. Não importa, eu penso assim. Se é um treino livre ou uma luta de campeonato, não importo o histórico de lutas entre você e o seu oponente, lute com seriedade, seu oponente pode e certamente estará sempre com a mente focada em te vencer. Pode ter treinado mais ainda, colocado em sua rotina mais e diferentes posições, condicionamento físico mais apurado. Não tenha o seu histórico de luta com ele como a certeza do próximo confronto. Tenha seu histórico como um estímulo para te manter à frente. Como um motivacional para cada vez você treinar mais e mais. Um general romano em outras palavras disse “A vitória favorece que mais se esforça por ela”. Não acredito em sorte, acredito em treinar muito, em se esforçar, se dedicar aos seus objetivos dentro e fora dos tatames. Enquanto você se achar melhor e não treinar para se manter em forma e evoluir no seu jiu jitsu, vários lutadores estão nos tatames ralando para melhorar. Buscando a vitória em suas lutas. E dependendo de cada situação ou foco, você mesmo pode ser o foco imediato dele. Talvez ele treine pensando “Vou finalizar ele” e esse foco pode ser uma meta saudável, nada contra pessoalmente, mas você pode representar o patamar o nível que ele deseja de imediato. Então não descanse em vitórias passadas, mesmo que a retrospectiva em confronto em campeonatos pode estar a seu favor. Respeite seu oponente, ele está ali para vencer também. Nos treinos livres a mesma coisa. Perder, ninguém gosta, eu não gosto, nem nunca gostei. Mas perder sabendo que não treinou o suficiente quando poderia ter treinado, no treino livre não lutou achando que poderia finalizar quando quisesse ou perdeu por não lutar focado, acredito que é a pior das derrotas. Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Boa semana, bons treinos e até a próxima!

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Há um tempo no meu dojo


Ontem no meu dojo, ao fim do treino, na resenha pós treino eu comentava com meus alunos a vontade de treinar. Mas como estava muito resfriado não treinei. Por mais que alguns falassem que não tinha problema. É claro que tem, creio que o respeito e cuidado aos parceiros de treino deve ir além do quimono lavado e cuidados básicos de higiene pessoal. Deve se ter o respeito a saúde dos seus parceiros de treino. Eu gripado, como treinar com alguém sabendo da chance de meu parceiro ser contaminado pelo vírus. Além da gripe existem doenças como herpes, conjuntivite e outras que é óbvio devemos evitar o contato. Embora pareça tão claro, infelizmente alguns lutadores não percebem ou não tem consciência, como a questão do quimono sujo. E conversando ao final do treino, chegou um aluno para avisar que não estava treinando por estar muito gripado. Foi uma grande coincidência mas que deu a ideia de escrever esse artigo. Todos nós temos de ter essa noção e respeito. Algumas reportagens já saíram sobre a questão de higiene dos quimonos e dos dojos, explicando sobre a presença de bactérias também. Mas creio ser importante sabermos que vírus e bactérias também se propagam no ar. Então cabe a cada um de nós, sabendo do nosso próprio estado de saúde termos o discernimento e responsabilidade de nos afastarmos dos treinos quando estivermos com a saúde afetada por doenças de fácil contágio. Esse afastamento é também um sinal e atitude de respeito com todos da equipe. Pode parecer de momento uma coisa legal, treinar mesmo doente, gripado ou com outro problema de saúde. Mas se for contagioso, você quer arriscar um contágio que poderia ser evitado? Eu não gostaria, sinceramente, eu não gostaria.  Nosso esporte é de contato e de um contato muito próximo. Então lutadores e professores devemos estar atentos a esses aspectos. Alertando e até mesmo intervindo se assim for o caso. Se o lutador decide se afastar por um tempo para curar contusões, entorses, problemas de ligamentos ou musculares. Ele mesmo percebe que se treinar pode piorar, deve também pensar, que, se a doença que tem naquele momento pode passar ao seu parceiro de treino ele não deve treinar. Imagine um lutador com uma doença de pele comum e de fácil contágio como impingem e tantas outras doenças como conjuntivite, gripe e outras mais. Ao final de um treino, quantos ele pode ter contaminado? Vamos pensar nisso, atitude de respeito aos nossos parceiros de treino também passam por esse aspecto da saúde. Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br.  Boa semana, bons treinos e até a próxima! OSS!

sábado, 9 de junho de 2018

A prática da repetição leva a perfeição



                     
               
Num campeonato recentemente fiquei observando as lutas não só dos meus alunos mais de maneira geral, e era fácil notar a diferença de um competidor com firmeza e confiança na posição que iria fazer e sua rápida execução de sua rotina em relação a outros. Certamente é o resultado de muito treino e repetição da execução do golpe ou da movimentação.   
        Repetir o golpe sistematicamente não significa que não sabe fazê-lo, mas é o durante os treinos muitos lutadores querem apenas lutar, lutar e lutar !! mas quando se fala em repetir os golpes ou movimentos específicos como parte do treinamento durante as aulas, muitos alunos não percebem a importância desta parte do “estudo” da arte marcial, e reagem algumas vezes até com má vontade. Alguns chegam a “executar” a posição apenas de um lado sempre deixando de fazer a posição no lado que não é tão hábil. E muitas vezes repetem uma ou duas vezes já crendo que é o suficiente. Quando percebo isso em minhas aulas eu explico aos meus alunos a importância de repetir o movimento para a melhor percepção e performance do lutador.
“Em qualquer batalha, não costumam trazer a vitória o número de soldados e a coragem instintiva, mas a arte e o treinamento.” Sábias palavras de Vegècio, escritor do Império romano do século IV d.C.
Não percebem que através desse estudo pode-se descobrir o seu melhor encaixe, outras variações do golpe e testar sua real eficiência. Como também começar a diminuir a dificuldade que sente em determinado flanco do oponente. Esse é o momento de aperfeiçoar a posição, lapidar determinado movimento e executá-lo de uma maneira tal de fluidez, que o leva a um nível inconsciente para que na hora do combate o lutador execute o golpe sem pensar, o faz por puro instinto, todos os golpes são bons, ou pegam. Mas o único caminho que leva a execução de qualquer golpe para um grau de eficiência, rapidez e qualidade técnica é a prática constante, só com a prática constante, no “rever” das técnicas é que o lutador aumenta seu arsenal de golpes e impõe a sua técnica num combate. Esse princípio é percebido quando um lutador é elogiado pela sua técnica ou criticado com frases do tipo; “ele só sabe dar aquele golpe!” ou “para anular o jogo dele é só fazer isso”
         O lutador tem que estar com a mente alerta e segura, o seu saber e agir devem ser um pensamento único, a mente deve estar focada ao momento presente da luta, alheio ao placar, ao público. Por outro lado, a medida que o lutador não sabe o que fazer no momento da luta, sua mente pára, e consequentemente suas ações também, isso pode significar o fim de sua luta sofrendo uma derrota por pontos ou uma finalização. Para concluir esse texto, repito as palavras do mestre Daisetsu Suzuki, com a seguinte frase: “O conhecimento técnico não basta. É preciso transcender a técnica para que a arte se converta numa arte sem arte, brotando do inconsciente.”